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O que são os carros autônomos, como eles funcionam e quais suas características?

Como funcionam os carros autônomos atualmente?

Os carros autônomos são alvo da fantasia e da ficção científica há pelo menos três décadas. Sempre imaginamos veículos com capacidades que se aproximam de um ser com vida própria e, por conta desse fascínio, era questão de tempo até que a fantasia encontrasse a realidade.
Apesar da “mágica”, o funcionamento desses veículos é bem diferente do esoterismo. Os carros portam equipamentos de última geração, que envolvem uma série de sensores externos, câmeras (infravermelho e/ou estereoscópica), radar, sonar e um sistema de localização espacial chamado de LIDAR. Esse sistema trabalha de maneira semelhante aos dois anteriores, mas emite lasers imperceptíveis à visão humana que ajudam a fazer a varredura do ambiente e do tráfego urbano.

Além de todos esses equipamentos de última geração, esses carros contam com um computador de bordo com uma capacidade de processamento muito superior aos automóveis mais antigos. Esses novos computadores são capazes de realizar cálculos bem mais complexos em tempo real, além de gerar uma resposta instantânea entre o que acontece na pista e dentro da cabine do motorista. A Inteligência Artificial, o GPS e demais itens também fazem parte do “pacote”.

Como esses veículos se orientam na pista

Obviamente, cada veículo e marca conta com seu próprio conjunto de equipamentos e inovações, mas de maneira simplificada, todos os carros autônomos apresentam um único ponto em comum: eles conseguem escanear a pista para identificar outros automóveis, pedestres e obstáculos.
Quando encontram esses objetos ou circunstâncias, os carros em questão tomam atitudes como diminuir a velocidade ou frear por completo para evitar acidentes. Isso inclui semáforos e algumas sinalizações na via.

Vale ressaltar que existem alternativas tecnológicas ainda mais avançadas, em que os veículos se comunicam entre si e se “comportam” de acordo com a viagem de cada passageiro. De maneira geral, a maior parte dos carros ainda está em desenvolvimento, e contamos com alguns exemplos notáveis.
Nos Estados Unidos, já é possível ter acesso a esses automóveis sem muita dificuldade. Eles estão progressivamente fazendo parte da “paisagem urbana” do cotidiano.

 

Como está a legislação atual para esse tipo de carro?

No mundo inteiro, a legislação está em um processo de evolução, assim como esses carros. Utilizando novamente os Estados Unidos como exemplo, os carros autônomos precisam ter um condutor humano habilitado a bordo para o caso de alguma emergência.
Outra particularidade é a autonomia desses automóveis, que também é reduzida. Dessa forma, não é possível — até o momento — dirigir por longas distâncias sem nenhum tipo de parada ou ação humana em algum momento da viagem.

É possível dizer que existem vários modelos que já estão rodando. Grandes marcas testam seus novos sistemas e carros ativamente, sempre colhendo dados e aprimorando, a cada dia, a eficiência e a segurança dos carros autônomos. Ao que tudo indica, esses veículos podem ser mais seguros que os dirigidos por humanos em um futuro breve.

No Brasil, ainda não temos uma ampla perspectiva para os carros autônomos, mas já existem alguns Tesla rodando em território nacional, inclusive com o sistema de direção “automática” criado pela própria marca.

Até o momento, seguimos com as orientações norte-americanas (somente por conta dos fabricantes, que são obrigados a seguir essa legislação) e ainda utilizamos um condutor humano atrás do volante para impedir acidentes, mesmo que eles sejam cada vez mais raros.
A completa falta de incentivo nacional
Em relação aos carros elétricos (não estamos falando sobre os modelos com motor híbrido), o Brasil apresenta quase que um total atraso. Os principais motivos são a precariedade de legislação e a falta de incentivos para a aquisição de carros elétricos e/ou autônomos.

Quando falamos das nossas leis de trânsito, ainda contamos com uma peculiaridade: o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) aponta, no artigo 252, que dirigir somente com uma das mãos é considerado uma infração média, passível de multa. Isso demonstra uma certa inviabilidade técnica por conta do real funcionamento desses veículos automatizados, que naturalmente não necessitam de controle e de ambas as mãos para transitar.

É claro que a precariedade em relação à legislação acontece prioritariamente pela falta de carros autônomos, uma vez que eles correspondem a uma parcela praticamente inexistente de automóveis nas estradas.

Esse mercado apresenta grandes perspectivas de crescimento, e poderia ser interessante para o Brasil — e para nossos condutores e pedestres — embarcar na tecnologia que promete grandes ganhos futuros, mais segurança para a sociedade e um meio de transporte livre de emissão de dióxido de carbono.
O custo elevado atrapalha a aquisição desses veículos
O preço é outro empecilho grave: nos Estados Unidos, os veículos elétricos custam pelo menos 40% a mais do que os movidos a gasolina, enquanto no Brasil essa disparidade é ainda maior, principalmente com a presente alta do dólar.

Por conta desses problemas, não temos nenhuma perspectiva de contar com esses carros no Brasil. Provavelmente, levaremos pelo menos meia década para encontrar, com certa frequência, carros autônomos pelas nossas ruas. Vale ressaltar que esses automóveis já ganham espaço em inúmeros países, e essa é uma previsão extremamente otimista.

Ainda assim, os carros automatizados (e elétricos) serão uma forte tendência no futuro, e é interessante entender e conhecer mais sobre esse mercado — que certamente deixará os veículos que utilizam combustíveis fósseis completamente obsoletos.
Por enquanto, temos que nos contentar com os automóveis que estacionam sozinhos e utilizam sistemas semelhantes, mas com autonomia muito reduzida em relação ao que vemos no exterior. Os verdadeiros carros autônomos ainda levarão tempo para chegar ao Brasil, o que pode ser um banho de água fria para os amantes de tecnologia e automobilismo.

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